Entre um café, petição, audiência, episódio de 24 horas e outro, tiro um tempo para ler as notícias do dia. Não há nada pior do que um homem mal informado, na minha opinião. Enfim… na semana que se finda hoje, duas notícias me chamaram a atenção. Seguem:

STJ – Virtualização total até março

Sistemas podem substituir atos decisórios de juízes

Ok, ok… a tecnologia é um tsnunami contra o qual não podemos lutar, e nessa mesma semana que passou eu fiz a minha própria entrada no mundo virtual através do meu CPF eletrônico. Sim, isso existe! É um aparelho + cartão personalizado com chip através do qual você pode ser reconhecido em prédios do governo e sites. (E antes que alguém diga que isso é inútil, saiba que com esse aparelinho eu sou capaz de protocolar petições depois das 19h. Ah, agora você viu vantagem…).

Eu sei que talvez demore algum tempo (não muito) até que os computadores tomem consciência. Claro, isso para a nossa cabeça de programador no caso de “faz o que eu mando” é quase impossível. Mas eu acho que não. Alguém aí já ouviu falar de tecnologia quântica?

Logo, meus amigos, muito logo seremos obsoletos. Eu, que vi a evolução desde o XT, desde o Atari para hoje, o dia em que é melhor comprar um notebook do que um pc, pelo preço, pela durabilidade e pela capacidade… eu, que vi chuvas de ácido nas luas de Urano, e tudo isso será apagado, como lágrimas na chuva (e se você entendeu a citação, sinta-se também obsoleto).

E se você não entendeu a citação… eu elucido.

Bem vindos à pós modernidade, meus amigos. Adapte-se ou sucumba.

Atualização – 08/02/2010:

Tecnologia provoca mudanças na relação da trabalho – Consultor Jurídico

Informatização do processo caminha a passos largos – Consultor Jurídico:

 A Resolução 90 e a Resolução 99 do Conselho Nacional de Justiça dão os parâmetros mínimos para que toda a Justiça seja unificada e a tramitação dos processos ganhe agilidade. O dia 31 de março é o prazo que o CNJ deu para que cada tribunal apresente o seu Planejamento Estratégico da Informatização e Comunicação.

Claro, quem vai perder tempo fazendo vírus para linux?

Alguns meses atrás, eu comecei a me utilizar do linux. O que, no começo era um desafio, com o tempo passou a ser uma diversão, e eu vou dizer, essa versão nova do Mandriva (tanto no caso do Kde quanto do Gnome e eu usei os dois) está ótima. Mas com os velhos problemas de sempre do Linux.

Desktop 3D, janelas flutuantes se movendo como se fossem de borracha e umas outras coisinhas “bonitinhas” são definitivamente, para o usuário leigo como eu, pontos fortes. Claro, outro ponto forte é ele vir já com os editores de texto e planilhas instalados. Ocorre que tais editores são tão confusos e tão “desobedientes”que fica difícil trabalhar assim. Para fazer com que gráficos em linha se sobrepusessem em planilhas diferentes eu demorei praticamente um dia. E mesmo assim não ficou exatamente do jeito que eu queria. Mas eu volto a falar desse tema…

Já no quesito instalação de programas, o problema vai além, na minha opinião. Se você não sabe o que é o centro de controle e não sabe como acessa-lo, ta perdido. Especialmente no Kde. O gnome facilita, colocando um atalho na barra de ferramentas.

E esse caso das versões é outro problema à parte: se você não sabe EXATAMENTE qual é o programa e qual versão que está usando, desista de instalar, por exemplo, um navegador como o Opera. Ele pede a versão exata para o download.

Bom… eu vou responder a pergunta do título do post. Se há base de comparação para com o Win? Na minha opinião, não. O Linux é muito mais leve, estável e interessante de usar do que o Win… SE você souber o que está fazendo. Em resumo, Linux é para usuários avançados. Se aquele seu amigo nerd olha pra vc e fala “é cara, vc manja”, tente usar o linux. Depois me conte.

Mas o Linux foi vencido e eu voltei ao mundo Gates. E se eu disser que um detalhe venceu o Linux? Foi um detalhe minúsculo, mas essencial: o editor de textos se recusa a fazer marcas d’água. Sim, essa frescura venceu o sistema…

PS: Eu acho que deve ter um jeito, só eu que não sei fazer ou o sistema que é desobediente mesmo… vai saber…

(Texto publicado na Folha de S. Paulo de 30 de Janeiro de 2010)

BRASÍLIA – Itamar Franco anunciou nesta semana sua pretensão de ser candidato ao Senado por Minas Gerais. Não será o primeiro ex-presidente a voltar para a política disputando uma eleição.

José Sarney saiu da Presidência e mudou seu domicílio eleitoral do Maranhão para o Amapá. Desde 1990, elege-se sucessivamente senador com o voto dos amapaenses. Fernando Collor enfrentou o oblívio com seu banimento eleitoral depois do impeachment, em 1992. Mas voltou como senador eleito por Alagoas, em 2006.

Essas carreiras eleitorais pós-Planalto são exemplos acabados de atraso institucional. Há algo errado quando um país não sabe o que fazer com seus ex-presidentes.

Em breve haverá mais um. Lula já é citado como candidato a um terceiro mandato na disputa de 2014. Fernando Henrique Cardoso absteve-se da política eleitoral, embora sua saída tenha ficado longe da perfeição. Quando estava no poder, o tucano fez uma reunião com grandes empresas na Alvorada e pediu apoio financeiro para sua ONG, o instituto FHC.

Ao anunciar sua decisão de concorrer ao Senado, Itamar Franco volta a escancarar o problema. Ele já foi nomeado embaixador sem ter nenhum interesse em diplomacia externa. Mais recentemente, ocupou uma sinecura no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.

Outro dia, num esforço para ajudar o Haiti, devastado pelo terremoto, apareceram juntos os ex-presidentes dos EUA Bill Clinton e George W. Bush – adversários na política norte americana. No Brasil, nunca houve uma reunião de ex-ocupantes do Palácio do Planalto em movimentos de necessidade.

Não é fácil encontrar uma saída institucional. Mas deixar como está seria desistir de aprimorar o modelo de democracia no país. Não faz sentido ex-presidentes vagando como zumbis à caça de ocupação depois de terem comandado o país.

Em tempo: PROMETO que o próximo texto é meu. Sem vídeos dessa vez.

“Qualquer hora o mundo não vai mais precisar de seres humanos. até nossos passatempos estão sendo resolvidos por machines.” – Abilidebob

PS: Só  pra constar, o “engine” que foi utilizado pra fazer esse brinquedo foi de um N95. Será que o de um Iphone faz isso? Nah…

Pois veja agora:

Tá bom, não foi a Matrix. Foi só um Comentarista do SporTV que desmaiou durante transmissão em Porto Alegre