Astrology, this bitch!!!!

10 11 2009

Dear Alexandre,
Here is your horoscope for
Tuesday, November 10:
Use your amazing energy to slingshot yourself into a brand-new job or social position — you can start almost anything new today, as long as you feel confident that you can handle the responsibilities.

but but but… how do you… how… BITCH!





JESUS 2000!

29 10 2009




Lady Vingança – mais um filme sobre “adivinhe o que”?

28 10 2009

lady-vinganca-posterE então eu comecei a assistir a trilogia da vingança, do diretor  Park Chan-Wook. Comecei pelo “Oldboy” que acabou sendo a minha primeira crítica cinematografica neste blog. Enfim, agora só falta assistir o “Mr Vingança”.

Se não assistiu o filme, não leia. Contém Spoilers.

O filme, ao contrário de Oldboy, traz uma narrativa lenta e dolorosa. Com muitos “flashbacks” e “fastforwards”, é palpável a dor da protagonista e a sua procura constante. Não pela vingança, que é mera questão de tempo (e que nos deixa angustiados o filme todo sobre como e quando ocorrerá). A sua busca é por remissão, é por perdão.  O perdão dos outros, pelo qual chega a se mutilar, e o perdão próprio por algo que não fez e se penitencia (que a levou a fazer sexo com alguém que representava o assassinado de tantos anos atrás).

A palavra que resume o filme talvez seja realmente essa, no fim das contas, angústia.  Cada momento de filme traz a quem assiste um pouco da angústia da protagonista, e o fim, a final vingança traz muito mais angústia. Talvez, aqueles minutos que o assassino passa amarrado sejam muito piores do que os anos em que a protagonista passou presa. Ou não.

Mas faltou um desfecho assustador como em Oldboy. Enfim… obras primas costumam ser únicas, mas Lady Vingança continua sendo um filme muito bom.

 





“kill Bill” ou “do what you want and enjoy the consequences”

28 10 2009

kill_bill“Kill mothafucka Bill”, um dos filmes de mais sucesso de Tarantino, e também, na minha humilde opinião, um dos menos entendidos.

Tirei os últimos dias para tentar colocar meus “filmes que quero ver pela primeira vez ou de novo” em dia. Comecei por Lady Vingança, que vai ganhar uma resenha própria, e passei por “Rock’n'Rolla” (do Guy Richie), que provavelmente também ganhará. Passei aos blockbusters e fui direto ao Kill Bill. No momento em que comecei a assistir, lembrei que só havia visto no computador, antes de sair no cinema, e que nunca mais tinha colocado os olhos no filme. Foi bom assistir novamente.

O tema principal do filme talvez seja realmente a vingança que Kiddo procura e o que faz até consegui-la. Mas permitam-me dizer que esse não é o tema do filme. O tema do filme é simples e se resume em uma palavra: consequência.

Bill é o líder de um esquadrão de matadores de aluguel e ganha a vida matando as pessoas ao redor do mundo e ganhando rios de dinheiro com isso, como ele mesmo define. Porém, o que ele ainda não enfrentou na vida (ou não tinha enfrentado, até cruzar com a fúria de Kiddo) era a consequência. A consequência por seus atos, bons ou maus, mas a simples e cruel consequência.

Foi Bill que recrutou Kiddo e contou a ela sobre Pai Mei, e também foi Bill quem colocou os dois em contato para o treinamento. Foi mencionando o nome de Bill que Kiddo conseguiu que Hattori Hanzo quebrasse seu juramento e lhe forjasse uma espada. Foi Bill que convocou todo o seu grupo de extermínio para matar Kiddo e todo o seu quase-futuro de felicidade e também foi Bill que atirou na cabeça de Kiddo, provocando assim o seu coma e a sua fúria.

Foi Bill quem se apaixonou por Kiddo, e lhe fez um filho, e foi por causa desse filho que Kiddo encontrou a felicidade, depois de tantas mortes. E essa foi a consequência final de Bill: dar como presente, depois do gosto doce da vingança, a felicidade ou infelicidade de  ter para sempre um pedaço de si junto a sua assassina e amante.

 





jalecos e mentiras…

19 10 2009

Bom, depois de muito tempo, resolvi escrever sobre os jalecos médicos. Não escrevi antes pela mais pura e indiscriminada preguiça.

Em um primeiro lugar, com a definição da palavra Jaleco, pelo dicionário Houaiss:

jaleco: guarda pó curto, usado por médicos, dentistas, etc.

E para guarda-pó, temos:

guarda-pó: casaco comprido, de tecido leve, que se veste por cima da roupa para resguardá-la de pó e sujeira. cf. jaleco.

Assim sendo, temos que um jaleco é uma peça de vestuário utilizada para resguardá-la de pó e sujeira, certo? Bom… quase.

Imagine que você foi atropelado (como eu já fui). Agora imagine que você é atendido por um médico, de jaleco. Imagine agora que seus familiares são impedidos de te ver por “perigo de contaminação” das suas feridas. Mas o próprio médico, veio de metrô com aquele mesmo jaleco! Ora, senhores… não sejamos hipócritas!

Se médicos querem ser reconhecidos na rua, que tentem fazê-lo de uma outra forma, ou tenham um “jaleco de rua” e um “jaleco esterelizado” no hospital!

Mais um post da campanha “por um mundo menos hipócrita”. E era isso o que tinha a dizer sobre os jalecos… E não sou só eu que penso assim.





“Recalque” ou “Olimpíadas 2016″

12 10 2009

Antes de tudo, uma definição rápida da palavra “recalque”:

1. recalque

Pessoa que sente ódio por ter sido passada pra tras, ou por ter sido trocada ou rejeitada.

Fonte: Dicionário Informal

Agora, passemos ao post.

Fazem alguns dias, eu postei aqui um texto a respeito do famigerado jornal matinal da Rede Globo de televisão, o “bom dia Brasil”. Por causa desse post, recebi inúmeros elogios ao blog, agradando a muitos paulistas. Obrigado João e Luis. Não posso negar também que recebi um pouco de ódio carioca vindo de pessoas que mal sabem escrever, mas deixemos isso de lado, por enquanto.

Hoje eu vou falar sobre pessoass que sabem escrever, e escrevem para o semanário em forma de revista chamado de “Veja”.

rio-olimpiada-2016Na semana que passou, fomos bombardeados por informações da pior qualidade, convocando cada um dos brasileiros trapalhões a se alegrar pela capital dos jogos olímpicos de 2016 ser o Rio de Janeiro. À parte das piadas prontas (como as novas modalidades de tiro ao alvo e “assalto” à distância), muita gente gostou. Gostou de ver as mesmas pessoas que lucrarão (e muito) com as obras e com o desvio das verbas que seguirão essas obras dando pulos de alegria quando aquele senhor falou com o sotaque mais do que “gringo”: Rio de Janeiro.

Sinceramente, devo confessar que eu torci contra. Torci primeiro por Chicago, depois por Tóquio, e mais ainda por Madrid. Não pela natural segregação imposta pelos próprios cariocas ao resto do mundo (se colocando como supostos melhores); não pelo ódio que eles nutrem aos paulistas (e que os paulistas não podem responder com flores, obviamente); mas pela palavrinha pela qual eu comecei esse post: Recalque.

Agora é aquela hora que os cariocas que lêem esse texto, sorriem: “lógico, recalque do paulishta, que queria que as olimpíadash fossem lá, ao invéish da cidade maravilhosa!”. Ah… mas muito se enganam! O recalque de que eu digo remonta muitos anos antes disso. O recalque remonta ao ano de 1960, quando a capital do Brasil se tornou Brasília, saindo da cidade maravilhosa.

Muitos vão dizer que eu estou exagerando, e que não é assim. Ora, os cariocas não se sentem menores por não serem mais a capital. Pois se sentem sim. Qual foi meu espanto quando, lendo o semanário ao qual me referi, me deparei com um texto do Sr J. R. Guzzo, intitulado “A capital perdida“. Em meio a um mar de besteiras e idéias desconexas, esse senhor diz que “Até abril de 1960, o Brasil tinha o que poderia haver de mais próximo, no mundo inteiro, a uma capital perfeita. A partir dali, perdeu-a para sempre.” Ah, meu nobre senhor recalcado, não queira colocar nas costas do nosso querido JK uma culpa que é própria do povo carioco! As mazelas da cidade e do estado, a falta de vergonha na cara para gerir as verbas públicas e também para impedir a ocupação desordenada dos morros, os mesmos morros onde não há policiamento, onde não há nenhum tipo de melhoria pública, É TUDO CULPA DE VOCÊS MESMOS!

De mais a mais, deveria em primeiro lugar o Sr Jr, digo J.R., estudar um pouco da história do Brasil, quando saberia que não foi em 1960 que foi cometida a “violência”, mas na primeira constituição da República, no ano de 1891. Como diria o kibe, “Duvida? clique aqui! e aqui!” (e antes que me perguntem, é o artigo 3°).

Sinceramente, o que me deixou indignado com o texto do Sr Juninho, foi em primeiro lugar o recalque carioca tão evidente e sem pudor algum, como aquela criança que diz “Viu? Viu? Olha só como eu sou legal também!”. Em segundo lugar um tamanho rancor e ignorância de quem realmente acredita que muitos problemas do Rio seriam solucionados se tivesse se mantido capital e que serão solucionados com a reforma do Maracanã ou com a construção de “centros olímpicos”. “Mas tudo terá valido a pena (sic), certamente, se na cerimônia de encerramento o Rio estiver melhor do que está hoje”. Certamente estará, meu senhor. Estará com mais morros ocupados, mais gente desempregada, mais assaltos (e não estou falando só dos bandidos dos morros, mas também dos de colarinho branco), mais tráfico. O Rio definitivamente, em 2016 será mais.  

E antes de terminar, eu gostaria de repetir que não foi a mudança da capital de lugar que “estragou” o Rio de Janeiro. Foram os próprios cariocos.

Mascote das Olimpíadas de 2016

Mascote das Olimpíadas de 2016

De qualquer maneira, parabéns Rio. Sinceramente espero que sejam maravilhosos os jogos olímpicos, como são todos. E espero isso, mesmo sabendo que o dinheiro deveria ser investido em educação, segurança, saneamento básico, infraestrutura, e tantas outras coisas mais importantes que o esporte, e apesar de saber também que milhões e bilhões de reais sairão direto do bolso do contribuinte para bolso de vagabundos, políticos, empresários e traficantes (não que sejam pessoas diferentes e não nessa ordem). Ah, mas vai ser um desvio lindo e ágil como um duplo twist carpado! VIVA AS OLIMPÍADAS NA NOSSA “VERDADEIRA CAPITAL”! VIVA AS OLIMPÍADAS NO RIO!





Manuel Bandeira, “O Cara”

2 10 2009

Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro “
Bandeira a Vida Inteira“, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

Em tempo: Hoje ainda vem o texto sobre os médicos. Não, eu não esqueci.





Dá até vontade de fazer igual…

1 10 2009

Só que deixaria um livro de Darwin, ou de Richard Dawkins, ao invés de Newton…

 

Veritas_Vos_Liberabit





Simples assim…

29 09 2009

(antes que perguntem, sim, estou a fim de escrever hoje)

Simples assim

 

Estranho seria se não fosse simples

Estranho seria se esse seu sorriso não me cativasse

Estranho seria se cada movimento seu não fosse poesia

Estranho seria… se quando eu te visse o ar não me faltasse

 

Complicado seria se você estivesse longe

Longe como esteve durante trinta anos

Complicado seria se o destino não tivessse me escolhido

e me fizesse feliz depois de tantos enganos

 

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você

E mesmo que a tristeza faça poemas mais belos

Não me importo com a beleza dos meus versos

O que me importo é o tempo que fico sem te ver

 

Tempo… estranho como os dias parecem eternidade

complicado como o coração se enche de saudade

E se não for sonho, se todo o triste tiver se tornado risonho?

Eu não me importo, só não quero acordar e assim me disponho…

 

Em tempo: Esse poema é seu, Princesa PAT.





Something to believe in…

29 09 2009

E a roda do destino gira gira gira e cai exatamente no mesmo lugar. Um ano depois, ou dois.

Aqui estou eu, mais uma vez, com as mesmas dúvidas, com o mesmo intuito, com o mesmo desânimo (ou ânimo)… com a diferença que agora estou mais velho, mais experiente, e principalmente, eu tenho um plano. Ou dois, ou três.

E lá vamos nós, “I’m back in the saddle again!!!!”

E o que realmente a gente leva da vida? Só o amor que semeamos por onde passamos. Antonie de Saint-Exupéry tinha razão no fim das contas… somos realmente responsáveis por aqueles que cativamos.