Ok, ok… eu odeio fazer desse blog um “diário de adolescente” mas a semana que passou foi algo como iluminadora. Percebi coisas que sozinho em casa, como eu tenho estado esses dias, eu não perceberia.
Percebi que nos cantos mais baixos talvez estejam os maiores aprendizados. Tendo meu primeiro contato com uma sala de aula, sendo ela uma sexta série de uma sala da escola que habita minha infância, pude compreender que o sistema talvez esteja errado. Mas errada também está a forma como o sistema é aplicado. Se a prova que eu apliquei era uma forma de avaliar a escola, por que não fazer com que os alunos também fossem avaliados na escola com aquele teste? Por que não colocar todas as disciplinas nos testes? Por que só um fiscal para toda a escola, com tantas e tantas salas? Perguntas sem resposta… mas que tem explicações bem convincentes e bem pensadas por educadores e pedagogos. Aham, ok.
E por que aquele menino fez tanto até que eu o pusesse para fora da classe? Ou melhor, por que eu o coloquei para fora da classe? Essa eu respondo. O menino não é fundamentalmente mau, nem fundamentalmente sem disciplina. Talvez ele tenha o mesmo disturbio de atenção que eu tinha. E tenho (será?). Infelizmente eu precisei fazer dele um exemplo aos outros, e sua retirada da classe foi um modo de transforma-lo em uma espécie de Cristo. Algo como que se alguns pudessem vê-lo pregado na cruz, digo, na sala da diretoria, o tomassem como exemplo para não serem açoitados também pelo César, digo, por mim. Ok, péssima analogia.
Outro momento de iluminação tem sido o contato com ela. Não você que está lendo, princesa, “ela” é a primeira mulher. Eu demorei muito para entendê-la, e ela já passou de deusa a demônio (por que o feminino de demônio soa tão mal aos ouvidos?) tantas vezes em minha vida que eu perdi a conta. Mas hoje eu acho que entendo. “São crianças, como você. E o que você vai ser quando você crescer?”
Hoje eu entendo que ela é só uma mulher como tantas outras e que eu não devo me espelhar nela em nenhuma forma. Nenhuma a não ser o trabalho, mas existem tantas pessoas para se espelhar no trabalho! A vida é assim… infelizmente somos levados a crer que certas pessoas são deuses e outras, simplesmente reles mortais. Mas somos todos mortais, somos todos frutos de uma mesma carne, filhos do carbono. Acho que, finalmente, entendi aquela mulher e a olhei de frente. E sinceramente, não gostei do que eu vi.
O terceiro momento foi quando não vi um amigo que estava na minha frente. Não metaforicamente, mas literalmente. Estava tão absorto em meus próprios pensamentos e minha mesquinhez que só pude vê-lo quando ele me chamou pelo nome. Quantas vezes mais precisarei ser chamado pelo nome para acordar? Aliás, quantas outras pessoas me chamarão pelo nome?
É a velha insegurança que estou deixando para trás, sendo eu mesmo. Deixando para trás o manto de ranger e me tornando aquilo que eu nasci para ser.
Parte eu devo a todas as decepções que tive em minha vida, a todas as cicatrizes que mantive, a todo o orgulho que tive que pisar… parte eu devo a quem corre ao meu lado. E por que será que demorei tanto para te encontrar, princesa? Quero ser digno de ser seu rei. E estou trabalhando para isso.
Bom… eu retomarei as redeas desse blog e agora… o video do fim de semana.
Would you believe in a love at first sight
Yes, I’m certain that it happens all the time
What do you see when you turn out the light
I can’t tell you but I know it’s mine,
Oh, I get by with a little help from my friends
Mm, I get high with a little help from my friends
Mm, gonna try with a little help from my friends
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Em tempo: Nao vou comentar o video do Ismael. E se voce veio aqui procurando esse video, segue o link.
E então eu comecei a assistir a trilogia da vingança, do diretor Park Chan-Wook. Comecei pelo “Oldboy” que acabou sendo a minha primeira crítica cinematografica neste blog. Enfim, agora só falta assistir o “Mr Vingança”.
“Kill mothafucka Bill”, um dos filmes de mais sucesso de Tarantino, e também, na minha humilde opinião, um dos menos entendidos.
Na semana que passou, fomos bombardeados por informações da pior qualidade, convocando cada um dos brasileiros trapalhões a se alegrar pela capital dos jogos olímpicos de 2016 ser o Rio de Janeiro. À parte das piadas prontas (como as novas modalidades de tiro ao alvo e “assalto” à distância), muita gente gostou. Gostou de ver as mesmas pessoas que lucrarão (e muito) com as obras e com o desvio das verbas que seguirão essas obras dando pulos de alegria quando aquele senhor falou com o sotaque mais do que “gringo”: Rio de Janeiro.
